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. A Espera .

Mais um dia se passou e ainda há tantos por vir, sinto como se cada gota de chuva lá fora fosse mais um ano sem te ver. Espero ansiosa pelo momento de, novamente, encontrar o teu sorriso, de me aquecer no teu abraço. Nada é mais triste que as risadas através da janela embaladas pela música romântica do barzinho ao lado de casa. Os motores que me fazem trepidar criam a vontade de correr ao teu encontro para dizer-te baixinho como o nosso amor é bonito. Apenas a lembrança do teu olhar me traz calma para esperar o amanhã e mais um dia começar, sem chorar, sentir o sol e sorrir sabendo o que é amar, o que é ser amada por um homem de verdade.

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. M.L .

Transformo em poesia tudo aquilo que sinto em minh’alma. Hoje desejo compartilhar a empolgação que me fez sorrir nesta manhã de quarta-feira. Após uma curta noite de sono e uma “incomodante” viagem Anápolis-Goiânia vejo que não estou sozinha em sentir o que querer da vontade de saber, e o melhor, compartilhar esse desejo com alguém. Um novo (porém mais experiente) caminhante da estrada das palavras junta-se a minha vida (ou me junto a ele?) inesperadamente. E assim, inesperadamente é que espero as surpresas que venhamos a conhecer.

. Real .

Volto a sentir a vida da maneira que me foi determinada. Mais uma vez sou vítima da intensidade. Ou talvez eu seja a única causa dela? O vazio toma conta do meu ser, E mais uma vez estou sozinha. Todo esse mix de sentimentos, Vazio, solidão, tristeza, saudade, Me é tão comum Que ainda não entendo o por quê De me surpreender. Tenho amor, Apenas falta de amor próprio. Pelo mundo daria minha vida, O desgosto é chegar a esse ponto e Descobrir que ninguém vale essa vida. Porque é minha, De mais ninguém. Se minha é, Amar-me-ei. Pois no fim Sempre digo a mim, Ninguém nunca te amará Como eu te amei.

. Assassinado .

Não vejo graça na vida de hoje. Nada posso fazer, sem expectativa de vida, estou cansado de tanta luta. O mundo é assim, injusto, em cada lado há uniformes, um superior a outro. Não devo ficar na praça pouco depois de escurecer, nada de encontros com amigos ou festas familiares, eu, você, aqui, somos ninguém. Não, não, não, é tudo o que obtemos de resposta, junto as sirenes da polícia e ambulâncias correndo pela cidade. Em casa menos de quatro pessoas por residência. Quem é de “bem” tem a sorte de viver sua vida, não em paz, mas, não ameaçados. Já aqueles considerados “maus” vivem sob a pressão dos cassetetes, dia após dia, ao final de cada batalha voltam para casa, quando voltam, quase mortos, física ou moralmente, quando não, realmente morrem, em todos os aspectos. Ontem, logo depois do trabalho, quase seis da tarde, passei em frente a igreja. Na porta uma multidão, na verdade, hoje em dia, cinco ou sete pessoas são consideradas multidão, um complô contra o governo. Não era esse...