segunda-feira, 20 de agosto de 2012

. Um Conto .

Era uma vez uma família de três porquinhos, eles eram muito unidos e sempre se divertiam na floresta. Jogavam amarelinha, pique-esconde e pique-pega em cima de cavalos. Viviam muito felizes. Certa tarde, brincando perto do lago em frente sua casa, os três porquinhos conheceram uma bela jovem, alta, muito branca de cabelos pretos como a noite e ondulados como o mar. Os três pequenos ficaram apaixonadíssimos pela moça. Esta, por sua vez, aproveitando-se de sua beleza, pois-se a garantir o amor de cada um.
Os dias passavam, as brincadeiras acabaram, agora a casa ficara escura e fria, iluminada apenas pelo amor que emanava dos três porquinhos, que faziam o impossível para conquistar a atenção da moça.
Foi então, num dia de verão apareceu um anão e foi a sensação! Branquinha, a moça, ficou enlouquecida com aquela coisinha fofuxa de nariz pontudo, pois não aguentava mais ver e sentir cheiro de porcos. Mas, o baixinho novato era mau-humorado e queria tudo para si, a casa, a moça e os porquinhos. Tomando tudo para si, prendeu os antigos donos no porão, fez a moça de empregada e meretriz. Cultivava dia-a-dia o coração dos porquinhos, mantendo-os presos mas com ideais de direita.
Tudo estava bem até um porquinho se rebelar. Enfurecido, o anão decidiu caçar no porão. Pegou o rebelde, levou-o para a cozinha e jogou-o na panela. Deliciado com o banquete voltou para o porão e deu a cada um dos porquinhos restantes e à moça uma jaboticaba com poção do amor, fazendo-os se apaixonarem perdidamente por ele.
Os dias passavam tristes sem que ninguém percebesse por efeito dos amores platônicos adquiridos pelo anão. A moça enciumada, enquanto seu amado dormia, pegou um dos porquinhos e fez toicinho, esperava que o anão não percebesse até o dia seguinte para que fizesse o mesmo com o outro e consequentemente fosse a única a ser amada por ele.
Mas, quando o anão acordou, tresloucado com a travessura da moça, jogou-a para os lobos, e não se arrependeu. Sozinho e triste, foi conversar com o único ser vivente da casa, o último porquinho. Logo após algumas noites em claro, conversas, jantares, vinhos e gargalhadas, os dois pequenos (porquinho e anão) se encontraram no mesmo estado de espírito, apaixonados.
Decidiram se casar, construíram uma casa no meio do lago, se tornaram vegetarianos, totalmente naturalistas e tinham esquilos de estimação.
Obs: O anão se tornara a dona da casa.
E viveram felizes até os 5 anos de casamento.

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