segunda-feira, 20 de agosto de 2012

. Varanda .

Sentada na varanda, quantas vezes na vida já vi o pôr do sol sem pensar no amanhecer? Observo tudo o que há de mais belo, o azul do oceano se misturando com o laranja quase vermelho do sol. A melhor parte de mim está aqui, nesse lugar. Dante o chamaria de Paraíso, mas esse parece um nome tão utópico, prefiro não dar nomes.

Subo nas pedras, sento em frente ao mar, sinto a brisa despentear meus cabelos, aqui sou só. Sem ninguém. Apenas eu. No mundo que criei. Meu mundo, onde os peixes voam e aves mergulham, tudo é como cavalo marinho, honesto e leal.

Aqui não existem problemas, as estrelas iluminam a areia, que por sua vez refletem a luz estrelar, a festa começa. Coqueiros e palmeiras brincam de esconde-esconde e siris dançam ciranda. Tudo é bom, todos são legais. Só há diversão.

Então, existe o que imagino, o que quero. É o meu lugar. Deito na cama, os bem-te-vis me cobrem, o canário amarelo assobia canções de ninar e as formigas preparam o próximo café.

Meu mundo, só meu. Sou egoísta e serei até não poder mais, me expulsaram de reinos alheios, mas esse é meu. Quem quiser entrar que peça por favor e com licença. Todos podem participar, mas agora esse é meu lugar.

Vamos compartilhar o luar, nosso melhor amigo, da varanda que vimos o sol se transformar em lua, ela sorri, contente por banhar seus amigos. Ficaremos brancos como a neve.

Agora não vou mais embora, quero ficar. Esse é o meu mundo. Meu mundo. Lugar onde sou feliz e nada mais.

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